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Tronco Velho

Banda de Pífanos do Bendegó

RÁDIO

Harouna

Serendou

RÁDIO

Estou Pifando

João do Pife e Banda Dois Irmãos de Caruaru

RÁDIO

O Casamento do Pife

Chau do Pife

RÁDIO

Cataventoré

Cataventoré

RÁDIO

Nítido e Obscuro

Carlos Malta e o Pife Muderno

RÁDIO

Forró do Beijamento

Banda Pífanos Esquenta Muié

RÁDIO

A Briga do Cachorro com a Onça

Banda Cabaçal São Sebastião

RÁDIO

Forró do Cariri

Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto

RÁDIO

Cochicho de Mulher

Banda de Pífanos Esquenta Muié

RÁDIO

O Caboré

Banda Cabaçal São Sebastião

RÁDIO

RÁDIO

RÁDIO

Rádio Tocando Pífanos

Rádio Tocando Pífanos

RÁDIO

1970

REPERTÓRIO E CONSIDERAÇÕES SOBRE AS PARTITURAS
Por Daniel de Lima Magalhães

O repertório das bandas de pífanos de Pernambuco reflete o lugar social consolidado por elas ao longo de séculos, com sua presença indispensável nas festas de santo e nas novenas de casa. Todas as bandas mapeadas inscrevem-se neste contexto. Nestas festas religiosas não podem faltar os toques de alvorada e meio-dia, marchas, dobrados, benditos e valsas.

De maneira geral, o repertório tradicional tem uma característica recorrente quanto à forma. Normalmente as músicas são constituídas de duas seções, uma parte A e uma parte B, ambas de poucos compassos. Este pequeno ciclo (AB ou AABB) então se repete enquanto se prolonga o tempo de performance. Por exemplo, numa procissão ou numa dança, toca-se às vezes um único tema repetido ao longo de vários minutos.

Um tipo de repertório bem específico é a vênia, ou venda, ou ainda, venha, conforme cada modo de falar nativo. É uma coreografia lenta que as bandas realizam em saudação e reverência à frente do altar do santo, ao mesmo tempo em que tocam uma peça instrumental de caráter compenetrado, em geral, um bendito em compasso ternário. Os benditos de Santo Antonio e São José, gravados na Aldeia Tapera, em Jatobá, no Território Indígena Pankararu são exemplos desses toques de vênia cujas partituras podem ser consultadas no site.

Nas procissões, tocam-se hinos e benditos de romaria. No mais da festa, o repertório é variado para descontrair o público, incluindo os gêneros já mencionados e também baiões, forrós, sambas, boleros e peças características, como a briga do cachorro com a onça, o caboré e a pipoca, das quais cada banda tem uma versão própria. Tivemos a oportunidade de registrar uma pipoca com a Banda de Pífano Santa Bárbara, de Araripina. Aparentemente, hoje são poucos os tocadores que ainda conhecem este gênero e sabem executá-lo. A famosa música Pipoca Moderna, do pifeiro Sebastião Biano é um exemplo de peça derivado deste gênero, que tem por característica a batida da baqueta no aro da caixa e do zabumba em uma das seções da música.

Destacam-se também a presença de peças autorais dos integrantes das bandas. Nessa categoria estão incluídas as músicas Samba Boavistano, de Florêncio H. Lopes e José da Silva Araújo e O bebê quer dormir, de Joviano Cruz, ambas também apresentadas em partitura. Sobre esta última cabe mencionar a singularidade da técnica de digitação usada pelos pifeiros da banda Simplício Rosendo, originários da Ilha da Missão, em Belém de São Francisco e hoje residentes no município de Santa Maria da Boa Vista, na qual algumas notas são emitidas através de digitações pouco usuais, valendo-se dos harmônicos. O interessante é que os quatro pifeiros da banda tocam em uníssono de maneira absolutamente idêntica, inclusive em relação ao dedilhado, produzindo um timbre denso e expressivo em melodias que não ultrapassam a região médio-grave do instrumento.

O bendito valseado Senhora Santana é apresentado na versão tocada por Domício João de Sá, da Aldeia Baixão. A mesma música foi tocada também por Tonhero, de Riacho Grande, que a identificou pelo nome Dobradinho. Ambas as versões foram registradas no Território Indígena Atikum, no município de Carnaubeira de Penha.

Traduzir em partitura a música de tradição oral é sempre um desafio. Não se pretende aqui mais do que uma aproximação do que seria a silhueta mais evidente da música, não levando em conta as inúmeras variações e ornamentações que cada pifeiro sabe fazer a sua maneira. Apesar disso, acreditamos no propósito de divulgar estas melodias tradicionais que, por sua própria força intrínseca, ganham a oportunidade de trilhar caminhos inesperados para além dos contextos em que existiam atreladas à oralidade.

Algumas das partituras trazem a grade completa com todos os instrumentos da banda, outras trazem apenas o dueto de flautas, outras ainda, a melodia principal do pífano, apenas. Procurou-se transcrever uma gama representativa dos gêneros e repertório estritamente tradicionais, além de algumas das composições autorais recentes dos integrantes das bandas. O site será constantemente alimentado com novas partituras, inclusive com contribuições de outros músicos e pesquisadores.

Embora muitos autores optem pela transposição do pífano para a tonalidade de ré, a opção nossa foi pela tonalidade de dó, correspondendo esta nota à posição do pife com todos os 6 furos tampados.

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